"Utilizar caminhos mais fáceis e curtos quando se podem usar os mais longos e difíceis, não te caracteriza como covarde"
Ontem, lendo uma coluna esportiva com os últimos episódios envolvendo a seleção brasileira de vôlei, em que entregou o jogo de bandeja para a Bulgária com o propósito de cair em uma chave mais fraca na fase seguinte. Foram cobranças de várias formas e uma que me chamou atenção. Seria realmente falta de ética perder um jogo para ser claramente beneficiado pelo regulamento? Depende do ponto de vista, e posso afirmar que para um estrategista a resposta seria não.
O estrategista usa os recursos e ferramentas que dispõe para alcançar um determinado objetivo. Se a seleção focava como objetivo o título e possuía em mãos um regulamento em que em algum momento se concedem privilégios aos perdedores, não consigo enxergar falha alguma a não ser no próprio regulamento que peca em sua execução. Penso que utilizar caminhos mais fáceis e curtos quando se podem usar os mais longos e difíceis, não te caracteriza como covarde e muito menos determinam seu nível de caráter. O acontecimento serve como uma sinalização para que os organizadores se atentem para as falhas relacionadas ao regulamento e que este passe de fato a privilegiar as equipes com melhores rendimentos para que possamos nos orgulhar da nossa seleção onde a estratégia seja básica e descomplicada; vencer sempre.Agora, só para constar;
Ética é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Wikipédia.Pensando dessa forma, não sei se eleger Tiririca foi ético, mas elegemos.









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